Nota Enviada ao Senado Federal

Ofício 024 / 2019

Aos Excelentíssimos senhores senadores da República Federativa do Brasil,

Ao cumprimentá-los, O IPAC, Organização Não Governamental (ONG) sem fins lucrativos, fundada em 2001, considerada de utilidade pública pela legislação vigente, vem através desde oficio comunicar seu posicionamento a respeito dos últimos fatos a cerca do petróleo encontrado em águas brasileiras.

De acordo com a imprensa, até a data de ontem, o petróleo recolhido das praias Nordeste brasileiro foi de 198,5 toneladas.

Infelizmente, o óleo derramado na costa brasileira já se encontra disperso em 9 estados, em 161 pontos da região e em uma faixa de mais de 2 mil quilômetros.

De acordo com as autoridades brasileiras, ainda não se sabe, até o momento, se a situação está controlada, ou se mais petróleo chegará ao litoral nordestino.

Embora a Marinha do Brasil e a Polícia Federal estejam investigando estes fatos, causa-nos uma grande preocupação os danos ambientais que ainda possam advir destes vazamentos e a aptidão de nossa legislação de atender com rapidez e eficácia, o problema.
Recentemente, em novembro de 2018, a Marinha do Brasil afirmou ter registrado 59 operações de transferência de petróleo ship-to-ship na costa brasileira até o outubro de 2018. Sendo que a Reuters, a maior agência internacional de notícias do mundo, teria rastreado 65 operações deste tipo no mesmo período, considerando somente o petróleo da marca Shell.

Projeto Horto de São José do Norte

O projeto Horto de São José do Norte tem por objetivo a aproximação entre os produtores locais de espécies nativas do bioma e o mercado consumidor final. Esta atividade, baseada nos princípios do comércio justo, poderia reverter em renda para as famílias dos agricultores, além de contribuir para a qualidade de vida da região.

As principais características deste projeto são:

  • Criar mercados sustentáveis para produtos da mata;
  • Impedir o desmatamento remanescente;
  • Induzir a recuperação da floresta local;
  • Valorização os produtos que ela oferece;
  • Aproveitar as riquezas naturais dos maiores remanescentes da Mata Atlântica, localizados no Sul do país;

Nota-se que há mais de 200 produtores familiares  na região, que  poderiam  trabalhar  com frutas nativas e que guardam um saber local sobre as melhores formas de cultivo, receitas tradicionais e forte identidade cultural.  Além da possibilidade, de com poucos resultados ser possível a realização  de festivais gastronômicos em vários municípios próximos, resgatando e promovendo os sabores dos frutos da mata atlântica.